para o Blog do Fábio Rodrigues
"Esperança: a capacidade dos bons reagirem aos maus detentores do poder"
"Proposição: os bons devem estar preparados e cada vez mais atentos quanto às informações disseminadas e não devem se submeter nunca ao medo, à subserviência ou ao assédio moral, por mais aterrador que seja."
"Reflexão: para que o mal seja feito, basta que os bons não façam nada!"
"Os piores serão escolhidos se os bons não forem reconhecidos". E a culpa é nossa! Ao votar oferecemos ao candidato um papel em branco com nossa assinatura para que ele o preencha. Ainda estamos aprendendo a votar. A constatação é facilmente comprovada ao visualizarmos a mediocridade política hoje vivenciada.
A imprensa também tem contribuído nesse processo da mesmice eleitoral. Quem disse que a imprensa foi criada apenas para divulgar os fatos de forma nua e crua? Para que servem então os comentaristas políticos?
Dificilmente vemos na imprensa escrita, falada, televisada ou pelos diversos caminhos da Internet referências sobre a pouca competência de políticos para abordar Programas, Projetos, Missão, Estratégias, Visão de Futuro.
Ao tratar de temas voltados à "conscientização política" sempre me vem a idéia imperativa de formar o gestor público como pré-requisito para candidaturas, seja no Executivo ou no Legislativo. Por que não refletir sobre a viabilidade da proposta? A imprensa poderia, e muito, contribuir com as mudanças em nossa cultura política. O caminho sugerido seria um bom começo.
É de Winston Churchil a observação de que “a democracia é o pior dos regimes, com exceção de todos os outros”. Ou seja, é o regime político suportável, na falta de um outro.
Década de quarenta. Churchil negociava o fim da segunda guerra mundial. À época os meios de comunicação eram limitados, de acesso restrito a poucos ouvidos e pouquíssimos olhos.
As informações circulavam em boas doses de espaços de tempo entre o fato e a notícia.
O que mantinha a população relativamente desinformada. Sem televisão, sem internet, sem marqueteiros, enfim, sem comunicação de massa e pouca possibilidade de manipulação da opinião coletiva, líderes emergentes tinham que demonstrar capacidade e competência.
De lá para cá muita coisa mudou! A tecnologia da comunicação, as mídias disponibilizadas e a velocidade com que podem ser fabricadas e disseminadas as informações tornam mais vulneráveis o imaginário coletivo.
Não existiam, como hoje, os instrumentos modernos de mídia e profissionais especializados para “fabricá-los” e “vendê-los”, como fazem com um sabonete.
Hoje candidatos são lançados no mercado com marca, embalagem e imagem desejada pela população. Aquela que é supostamente detectada como ideal através de pesquisas.
Como há bons e maus sabonetes no mercado, há bons e maus candidatos lançados. A diferença é que o sabonete você troca na próxima compra. O candidato somente após alguns anos. Muitas vezes, o tempo se estende além da imaginação.
Os caminheiros constatam com tristeza que o regime democrático, com o tempo, sofreu sensível piora. Seria heresia dizer que a evolução tecnológica no campo da comunicação contribuiu para tornar o regime menos aceitável.
O regime vem perdendo o charme de ser da tribo, pela tribo e para a tribo. Quem está no poder assume hoje a democracia como regime administrável segundo suas idéias e defesa de seus grupos. Essa atitude não só dificulta como impede, às vezes com truculência, o surgimento de novas lideranças.
Ao votar não deixe de ponderar que você está fazendo história e construindo no presente os cenários das gerações do futuro, incluindo seus filhos e netos. Pense nisso! Meditemos juntos!
Planeta Terra, 20 de outubro de 2009
Acesse meu site Mauronunes.com
Veja meu blog Reflexão de Caminheiro
Faça Comentários, entre em contato: mauronunesp@gmail.com
*Consultor de Estratégias empresariais e governamentais. Facilitador de Cursos de Gestão Estratégica.
Contribuições aos Sistemas Sebrae Unimed e O Boticário. Professor universitário, Diretor de Estratégias do Sebrae Nacional. Co-autor do Plano de Prioridades para as MPEmpresas brasileiras. Membro do movimento que criou o Sistema Nordeste de Apoio às MPE. Missão propositva de políticas de apoio aos pequenos negócios em Angola. Fundador da Institução (NAI), uma das inspiradoras da criação do Sebrae.
Postado originalmente às 15:13 - 20/10/2009.
Postagem relacionada: "Nosso futuro depende dessa luta entre políticos por vocação e políticos por profissão.", clique aqui.
Comente nossas postagens! Com problemas para comentar? (clique aqui)
Gostou desse assunto, envie para seus contatos.
Obrigado pela visita e esperamos sempre sua volta.
Site: http://www.BlogdoFabioRodrigues.com.br
Contato: FabioRodrigues@FabioRodrigues.com

"Esperança: a capacidade dos bons reagirem aos maus detentores do poder"
"Proposição: os bons devem estar preparados e cada vez mais atentos quanto às informações disseminadas e não devem se submeter nunca ao medo, à subserviência ou ao assédio moral, por mais aterrador que seja."
"Reflexão: para que o mal seja feito, basta que os bons não façam nada!"
"Os piores serão escolhidos se os bons não forem reconhecidos". E a culpa é nossa! Ao votar oferecemos ao candidato um papel em branco com nossa assinatura para que ele o preencha. Ainda estamos aprendendo a votar. A constatação é facilmente comprovada ao visualizarmos a mediocridade política hoje vivenciada.
A imprensa também tem contribuído nesse processo da mesmice eleitoral. Quem disse que a imprensa foi criada apenas para divulgar os fatos de forma nua e crua? Para que servem então os comentaristas políticos?
Dificilmente vemos na imprensa escrita, falada, televisada ou pelos diversos caminhos da Internet referências sobre a pouca competência de políticos para abordar Programas, Projetos, Missão, Estratégias, Visão de Futuro.
Ao tratar de temas voltados à "conscientização política" sempre me vem a idéia imperativa de formar o gestor público como pré-requisito para candidaturas, seja no Executivo ou no Legislativo. Por que não refletir sobre a viabilidade da proposta? A imprensa poderia, e muito, contribuir com as mudanças em nossa cultura política. O caminho sugerido seria um bom começo.
É de Winston Churchil a observação de que “a democracia é o pior dos regimes, com exceção de todos os outros”. Ou seja, é o regime político suportável, na falta de um outro.
Década de quarenta. Churchil negociava o fim da segunda guerra mundial. À época os meios de comunicação eram limitados, de acesso restrito a poucos ouvidos e pouquíssimos olhos.
As informações circulavam em boas doses de espaços de tempo entre o fato e a notícia.
O que mantinha a população relativamente desinformada. Sem televisão, sem internet, sem marqueteiros, enfim, sem comunicação de massa e pouca possibilidade de manipulação da opinião coletiva, líderes emergentes tinham que demonstrar capacidade e competência.
De lá para cá muita coisa mudou! A tecnologia da comunicação, as mídias disponibilizadas e a velocidade com que podem ser fabricadas e disseminadas as informações tornam mais vulneráveis o imaginário coletivo.
Não existiam, como hoje, os instrumentos modernos de mídia e profissionais especializados para “fabricá-los” e “vendê-los”, como fazem com um sabonete.
Hoje candidatos são lançados no mercado com marca, embalagem e imagem desejada pela população. Aquela que é supostamente detectada como ideal através de pesquisas.
Como há bons e maus sabonetes no mercado, há bons e maus candidatos lançados. A diferença é que o sabonete você troca na próxima compra. O candidato somente após alguns anos. Muitas vezes, o tempo se estende além da imaginação.
Os caminheiros constatam com tristeza que o regime democrático, com o tempo, sofreu sensível piora. Seria heresia dizer que a evolução tecnológica no campo da comunicação contribuiu para tornar o regime menos aceitável.
O regime vem perdendo o charme de ser da tribo, pela tribo e para a tribo. Quem está no poder assume hoje a democracia como regime administrável segundo suas idéias e defesa de seus grupos. Essa atitude não só dificulta como impede, às vezes com truculência, o surgimento de novas lideranças.
Ao votar não deixe de ponderar que você está fazendo história e construindo no presente os cenários das gerações do futuro, incluindo seus filhos e netos. Pense nisso! Meditemos juntos!
Planeta Terra, 20 de outubro de 2009
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*Consultor de Estratégias empresariais e governamentais. Facilitador de Cursos de Gestão Estratégica.
Contribuições aos Sistemas Sebrae Unimed e O Boticário. Professor universitário, Diretor de Estratégias do Sebrae Nacional. Co-autor do Plano de Prioridades para as MPEmpresas brasileiras. Membro do movimento que criou o Sistema Nordeste de Apoio às MPE. Missão propositva de políticas de apoio aos pequenos negócios em Angola. Fundador da Institução (NAI), uma das inspiradoras da criação do Sebrae.
Postado originalmente às 15:13 - 20/10/2009.
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