31 de out de 2009

O MST real e o MST da Globo!


Por Fábio Rodrigues

Para começarmos essa postagem peço aos leitores uma reflexão de alguns pontos:

- Quem comprova que a pessoa que estava dirigindo aquele trator que destruiu os pés de laranja era um integrante do MST? Você viu na TV "imparcial" quem estava dirigindo? Não poderia ser um integrante da própria fazenda para mais uma vez "criminalizar" o MST?

- Quem comprova que aquelas máquinas, inclusive bem velhas, que foram mostradas pela imprensa "imparcial" foram quebradas por integrantes do MST? Será que não seriam sucatas e aproveitaram o momento para aumentar mais a raiva da classe média com o MST?

Posto isso, vamos as questões reais. A classe média, na qual me incluo também, sofre de uma coisa chamada "corrupção da consciência". Os grandes meios de comunicação nos levam a só ver o que eles defendem. Sendo assim, como eles fazem parte da classe rica, e ampla maioria não gostam de ver o pobre lutando pelos seus direitos, principalmente o direito a terra, ficam com essa "manipulação maquiavélica" contra o MST.

Defendo o MST pois acredito que toda concentração de terra, poder e riqueza deve ser combativa, com o bom combate é claro. Os ricos e poderosos devem ser questionados todos os dias sobre o porquê deles terem muito e muitos pobres terem muito pouco.

Defendo o MST pois eles nas suas principais ações defende a justiça social e isso sem dúvida incomoda a classe rica, que só pensa em exploração da mão-de-obra e concentração de renda, poder, terra e riqueza. Isso é uma luta de classes que precisamos travar.

Não acredito em nada que as TVs passam criticando o MST, principalmente a Globo, vou procurar outras fontes na internet, não necessariamente favoráveis, mas que não sejam apenas destinadas a menosprezar a luta legítima dos pobres contra os ricos.

Por fim, não defendo nenhum tipo de violência, acredito que o bom combate é a melhor forma de sairmos vitoriosos dessa batalha de humildes contra poderosos. Não defendo a violência do MST em alguns ações, de poucos integrantes que não representam a maioria. Também não defendo a violência dos latinfundiários, que venham a utilizar trabalho escravo, trabalho infantil, trabalho forçado, trabalho desumano. E também fica o questionamento: Por que só criminalizar os pobres, só punir os pobres, só condenar os pobres? Será que nossa sociedade que de fato a justiça social?

Espero que tenha sido claro em minhas posições e acredito que o bom debate é isso. Esta postagem eu já estava querendo fazer, mas devido a um comentário da nossa leitora Marimuth na postagem "O blogueiro assina, apoia e pede sua assinatura!" decidimos adiantar.




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Postado originalmente às 11:30 - 31/10/2009.



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4 comentários:

  1. Meu caro, não seria o caso de alguns setores da sociedade fazerem “estágio” nos acampamentos e assentamentos do MST? Ver de perto a necessidade de alguns e a manipulação de outros? Ajudar os líderes deste negócio tão lucrativo chamado MST, administrar suas finanças?
    A causa em si é justa, a luta é legítima mais a razão de ser de todo movimento não é beneficiado, não é ouvido, não tem participação ativa, são meros figurantes nas grandes encenações teatrais.
    Muitos assentamentos nada produzem, as parcelas conseguidas pelos dito “ sem terra”, são repassadas, vendidas, trocadas...
    Não foi a Rede Globo nem a Veja que fez minha cabeça, eu estive lá.

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  2. Olá Marimuth,

    Que bom que está travando o bom debate!

    Acredito eu que o MST está de portas abertas para estágio de convivências para estudantes e profissionais. Quem tiver interesse poderá se informar e acompanhar mais de perto essa luta que tanto dignifica o Movimento Social Brasileiro.

    Respeito sua opinião, porém não concordo quando você fala "negócio tão lucrativo chamado MST". Quem lhe disse isso? Quem lhe vendeu ou induziu essa idéia? Lucrativo é o negócio da mídia manipulativa e consumista!

    Encenações teatrais a luta pela terra. Acredito que não, pois ninguém passa fome por brincadeira e não fica na trincheira em busca de terra por diversão.

    Quando você diz: "Muitos assentamentos nada produzem, as parcelas conseguidas pelos dito “ sem terra”, são repassadas, vendidas, trocadas...". De onde tirou isso? Da Globo, da Veja? Diga a fonte de estudo ou pesquisa?

    Estarei pesquisando e quem puder me auxiliar nessa busca, trarei o índice de produtividade dos assentamentos.

    Abraço fraterno e espero a tréplica,

    Fábio Rodrigues.

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  3. Companheiro, sou funcionária pública na área de segurança, por força do trabalho tenho frequentado alguns assentamentos e acampamentos dos sem terra. Digo-lhe sem medo de errar que já vi de tudo ou quase tudo nestes locais. Desde fome e miséria como carros 0km. A Globo com seus Arnaldo's Jabor, macaqueando notícias, não fazem minha cabeça e sim minha vivência de vida o meu dia a dia no trabalho, as coisas que vivencio de perto. Contudo, não posso generalizar pois meu conhecimento sobre "sem terras" é regionalizado, conheço alguma coisa dentro de um único estado, talvez os sem terras do sul sejam diferentes dos sem terra do Nordeste! O próprio movimento e luta pode ser mais pautada no social do que no capital... enfim, respeito suas opiniões, não concordar com elas e externar é apenas um exercício democrático. Minhas desculpas e um grande abraço.

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  4. Olá Marimuth,

    Que bom que está travando o bom debate. Tenho certeza que não precisa pedir desculpas, muito pelo contrário, eu que agradeço imensamente em ter nos agraciado com sua vivência em alguns assentamentos e acampamentos.

    Não quero impor meu pensamento, nem minha opinião. Respeito o contraditório e sem dúvida estou disposto a colaborar para construção de uma sociedade melhor.

    Só a discussão, os questionamentos já são fontes ricas de amadurecimento enquanto cidadãos.

    Acredito que não podemos generalizar, pois seu exemplo no interior da Paraíba talvez não seja coisa certa e padronizada no restante do país.

    Concordo plenamente quando você diz: "O próprio movimento e luta pode ser mais pautada no social do que no capital..." Inclusive dos dois lados: MST e latinfundiários. Pois nossa Constituição da República de 1988 diz que a TERRA tem que servir a FUNCÃO SOCIAL, e não a especulação e a riqueza de alguns barões do agronegócio.

    Um forte abraço e saiba que gostei muito de suas colaborações para nosso blog, mesmo não concordando com alguns pontos, mas sempre respeitando-os. Espero poder contar com sua visita e novos comentários.

    Fábio Rodrigues.

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