27 de mai de 2010

Dilma promete baratear remédios reduzindo impostos


Em entrevistas que concedeu ontem, em São Paulo, ás rádios Tupi e Record e ao telejornal SBT Brasil, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, revelou a intenção de favorecer o barateamento dos preços dos remédios mediante a redução dos impostos cobrados sobre esses produtos.

“Nos remédios é um absurdo a tributação. É uma questão até de justiça social, de sobrevivência da população, reduzir a tributação sobre o remédio e assegurar que haja uma redução no preço. Muitas vezes você tira o imposto e não diminui o preço. Então, temos que fazer as duas coisas: tirar o imposto e garantir que se reduza o preço do remédio”.

Como em manifestações anteriores, Dilma defendeu a redução de impostos em favor do investimento, das exportações e do emprego.

“O Brasil chegou num momento que, para dar os passos seguintes, vamos ter de desonerar, tirar impostos”.

Na entrevista ao SBT Brasil, a pré-candidata petista respondeu uma pergunta sobre privatização aludindo ao antigo interesse do Governo FHC em desestatizar a Petrobras.

“Acho errado privatizar a Petrobras. É uma maluquice alguém pretender privatizar a Petrobras. Eu não vou. Se alguém vai, eu não sei. Eu não sou a favor de estatizar nenhuma área hoje ocupada por empresas privadas. Já as estatais existentes, eu não sou a favor de vender o patrimônio público”.


Fonte: Brasília Confidencial

Postagens relacionadas: "Brasileiros têm orgulho da Petrobras, diz pesquisa", clique aqui.
"Os dez estragos de FHC na Petrobras", clique aqui.


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26 de mai de 2010

A Menina que calou o Mundo por 5 minutos.





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Liberdade de expressão para quem?


Por Venício A. de Lima, no Observatório da Imprensa

O recente episódio da demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, publicada pela Editora Abril, por ter criticado, via Twitter, a revista Veja, é revelador da hipocrisia geral que envolve as posições públicas dos donos da mídia sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa.

As relações de trabalho nas redações brasileiras, é sabido, são hierárquicas e autoritárias. Jornalistas editores são considerados, pelos patrões, como ocupando "cargos de confiança" e devedores de lealdade incondicional. Mas não se trata aqui da expressão de opinião contrária à posição editorial em matéria jornalística publicada no mesmo veículo. Isso, não existe. Trata-se, na verdade, da liberdade de expressão individual "sob qualquer forma, processo ou veículo".

Segundo matéria publicada no Portal Imprensa, o redator-chefe da National Geographic Brasil, Matthew Shirts, confirmou que Felipe Milanez "foi demitido por comentário do Twitter com críticas pesadas à revista. A Editora Abril paga o salário dele e tomou a decisão" (ver aqui).

Pode um jornalista profissional expressar sua posição pessoal sobre o jornalismo praticado por outro veículo cujo proprietário é o mesmo daquele em que trabalha, sem correr o risco de perder o emprego? A liberdade de expressão se aplica quando estão envolvidas relações empregatícias? Ela é ou não é um direito individual universal?

Nota oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, em defesa do jornalista Felipe Milanez, afirma:

"Nos últimos anos, junto com outras grandes empresas do ramo, a Editora Abril tem se notabilizado pelo combate a todo tipo de regulamentação social da área de comunicações. Em suas ações sistemáticas contra a constituição de um Conselho Nacional de Jornalistas, pela derrubada total da Lei de Imprensa e pelo fim da obrigatoriedade de diploma de nível superior para o exercício do jornalismo, o argumento mais utilizado é o da `defesa da liberdade de expressão´. Nesses embates, o Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo – comprometido com a defesa da democracia e da liberdade de expressão – tem alertado a sociedade para o fato de que as grandes empresas posicionam-se de maneira cínica, pois, na prática, não permitem a liberdade de expressão de seus jornalistas, sobretudo quando contrariam interesses empresariais."

De onde vem a ameaça autoritária?

Temos assistido, nos últimos meses, a uma escalada crescente, na qual a grande mídia, diretamente ou através de suas entidades representativas – ANJ, ANER e Abert – tenta convencer a população brasileira de que existe uma ameaça autoritária, partindo do governo, no sentido de cercear a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa no país.

A violenta e bem sucedida campanha contra a diretriz relativa ao direito à comunicação contida na terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos é apenas o exemplo mais recente (ver "PNDH3: A grande mídia vence mais uma").

Os representantes da Editora Abril são parte ativa desta tentativa, onde a grande mídia se apresenta como defensora intransigente da liberdade.

Como, no entanto, conciliar a posição libertária dos grupos de mídia com a relação trabalhista autoritária que mantêm com seus empregados jornalistas? Quais as implicações éticas dessa relação autoritária para com a verdade e o interesse público?

Episódios como a demissão de Felipe Milanez nos obrigam a perguntar, uma vez mais, para quem é a liberdade de expressão que a grande mídia defende?



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25 de mai de 2010

O bom debate para Pernambuco 2010 (XVII)

Eduardo Campos (PSB) X Jarbas Vasconcelos (PMDB)


Por Fábio Rodrigues

Os números da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau em Pernambuco, divulgada sexta-feira passada - 21/05/2010.

Governador

Eduardo Campos (PSB) - 51%;
Jarbas Vasconcelos (PMDB) - 28%;
Edilson Silva (PSOL) - 1%.

Rejeição Governador

Edilson Silva (PSOL) - 90,7%;
Jarbas Vasconcelos (PMDB) - 42,9%;
Eduardo Campos (PSB) - 23,7%.

Senador

Humberto Costa (PT) - 44%;
Marco Maciel (DEM) - 33%;
Armando Monteiro (PTB) - 28%;
Raul Jungmann (PPS) - 15%.

Obs: Somadas as opções de primeiro e segundo voto.

Avaliação Governo Eduardo (PSB)

Ótimo - 21%;
Boa - 43%;
Regular - 25%;
Ruim - 3%;
Péssima - 4%.

Avaliação Governo Lula (PT)

Ótimo - 54%;
Boa - 36%;
Regular - 7%;
Ruim - 1%;
Péssima - 1%.

Votar num Governador apoiado por Lula

Sim - 60%;
Não - 16%;
Talvez - 18%.

Partido que mais admira

PT - 39,6%;
PMDB - 4,3%;
PSDB - 2,7%;
DEM (ex-PFL) - 1,4%;
PV - 1,2%.

Dessa vez deixo o bom debate para nossos leitores amigos nos comentários.


Postagem relacionada: "O bom debate para Pernambuco 2010 (XVI)", clique aqui.



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23 de mai de 2010

TV Pernambuco radicaliza conceito de TV Pública


Em Pernambuco escreve-se hoje uma página inédita da história da TV brasileira. Pela primeira vez no Brasil uma TV pública está sendo reconstruída de baixo para cima. Trata-se da TV Pernambuco entregue pelo governador Eduardo Campos ao movimento social, comprometido com a democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho*, na Agência Carta Maior

Atenção historiadores da TV brasileira: em Pernambuco escreve-se hoje uma página inédita dessa história. Pela primeira vez no Brasil uma TV pública está sendo reconstruída de baixo para cima. Trata-se da TV Pernambuco (http://www.TvPernambuco.pe.gov.br), criada pelo governo do Estado em 1984, tendo tornado-se durante os governos pós-ditadura de Miguel Arraes (1987-1990 e 1995-1999) um importante veículo de informação e entretenimento regional, com significativa audiência. Abandonada na gestão Jarbas Vasconcelos (1999-2006), foi entregue em março deste ano pelo governador Eduardo Campos ao movimento social, comprometido com a democratização da comunicação, para conduzi-la.

Na tarde da quarta-feira, 19/5, cerca de 150 pessoas participaram de um encontro organizado pela nova direção da emissora para discutir a sua forma de gestão. Produtores, artistas, professores, estudantes, jornalistas e telespectadores em geral, reunidos no auditório do Porto Digital, no Recife Antigo, puderam dar livremente as suas opiniões de como a TV Pernambuco deve se organizar para se tornar efetivamente pública.

Dois encontros anteriores discutiram as finalidades de uma televisão pública e as novas tecnologias. O resultado desses debates será sintetizado em documento a ser entregue ao governador, no começo de junho, como proposta da sociedade para a reconstrução da TV. Nessa tarefa, a diretoria é assessorada por um grupo de trabalho composto por nomes reconhecidamente comprometidos com a comunicação democrática, como Ivan Moraes Filho e Eduardo Homem, por exemplo.

Mas a mudança já começou. O novo presidente da TV é o apresentador e produtor cultural Roger de Renor, que de burocrata não tem nada.

Brincando, mas revelando o tipo de gestão que começa a ser feita, diz que os primeiros novos departamentos por ele inaugurados foram os "do bom dia, boa tarde, boa noite; o do por favor e o do muito obrigado". Pode haver coisa melhor, num meio marcado pelo egocentrismo e pelo autoritarismo?

Na música Macô, o falecido Chico Science pergunta? Cadê Roger, Cadê Roger, Cadê Roger, Ô?? Se pudesse ouvir diríamos ao Chico que agora ele está na TV Pernambuco e que até há alguns meses apresentava um excelente musical na TV Brasil chamado "Som na Rural", com estúdio móvel instalado numa antiga Rural Willys.

Mas além de pessoas como Roger e o seu competente diretor jurídico Adriano Araujo na direção da emissora, o governador colocou também dinheiro. Dois milhões e quatrocentos mil reais foram liberados para melhorar o sinal da TV, hoje precário em parte do Estado e principalmente no grande Recife. Na capital, nas regiões em que é possível sintonizá-la, a TV Pernambuco pode ser assistida no canal 46 (UHF). Até o governo Jarbas era possível ver a TV estatal em VHF, no canal 9, ao lado das grandes redes comerciais. Mas a concessão foi perdida e ocupada, rapidamente, pela Bandeirantes.

O desafio agora é afinar as propostas no sentido de que a ousadia do governo atual não seja derrotada por governos futuros. Daí a importância dos debates que estão sendo realizados no Recife. Deles deve sair um projeto capaz de garantir o financiamento constante da emissora, imune aos humores dos governos "do dia" e uma forma de gestão que permita a maior independência possível em relação a esses mesmos governos.

Que possibilite também a criação de barreiras para conter as investidas dos setores mais conservadores da sociedade, sempre prontos a detonar tudo aquilo que não conseguem controlar de forma privada. Por isso, o conselho gestor antes de ser um controlador da empresa, deve ser o seu defensor diante das ofensivas reacionárias.

No entanto, mesmo com tudo aprovado oficialmente, a prática efetiva só será possível se a sociedade tiver clareza de que a emissora lhe pertence. Para tanto são necessários canais amplos de participação na gestão, acompanhados de um programação na qual o telespectador perceba que está recebendo um serviço público de radiodifusão de alta qualidade que, de alguma forma, contribui para melhorar a sua vida.

Os passos dados até agora vão nessa direção. E mesmo sofrendo algum percalço, já são suficientes para entrar na história da televisão brasileira. Daqui para frente servirão de modelo para qualquer outra construção participativa de um meio de comunicação de massa que vier a ser feita em nosso país.

* Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).



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22 de mai de 2010

O bom debate para o Brasil 2010 (XIII)

Dilma (PT) X Serra (PSDB)

Por Fábio Rodrigues

Nem começou oficialmente a campanha eleitoral e já podemos ver que a Ex-Ministra Dilma (PT), candidata do Presidente Lula, ganha uma musculatura consistente e já ultrapassa seu concorrente, o Ex-Governador Serra (PSDB), nas últimas pesquisas eleitorais de âmbito nacional.

Na Paraíba Dilma tem 55% da preferência dos votos contra 29% de Serra, conforme pesquisa Vox Populi / Band (clique aqui). Ontem saiu uma pesquisa em Pernambuco do Instituto Maurício de Nassau onde Dilma tem 50% e Serra 15% (clique aqui). Vale ressaltar que essas duas pesquisas são apenas com eleitores dos respectivos Estados, sem abrangência nacional.

No Nordeste não vai ser fácil para o candidato do FHC conseguir votos consideráveis. Pois quando Lula aparecer na propaganda eleitoral do lado de Dilma, esses números tendem a ser aumentados em favor da Ex-Ministra. Para complicar mais ainda, Serra ainda carrega na região a camisa do Anti-Lula e Anti-Nordeste.



Postagens relacionadas: "O bom debate para o Brasil 2010 (XII)", clique aqui.
"Serra é o anti-Lula e não o pós-Lula", clique aqui.
"Recifenses ignoram Serra (PSDB-SP) no Galo da Madrugada", clique aqui.
"Vídeo explica atitudes anti-nordestinas de Serra desde a constituinte", clique aqui.



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Classe Média - Essa você não escuta na rádio!


Crédito: Max Gonzaga - Festival Cultura


Classe Média - Letra

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal

Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos"
E vou de carro que comprei a prestação

Só pago impostos,
Estou sempre no limite
do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo
um pacote CVC tri-anual

Mais eu "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Mas fico indignado com o Estado
quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
que me estende a mão

O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol

Mas se o assalto é em Moema
O assassinato é no "Jardins"
E a filha do executivo é estuprada até o fim

Ai a mídia manifesta
a sua opinião regressa
De implantar pena de morte,
ou reduzir a idade penal


E eu que sou bem informado
concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência
e a tiragem do jornal

Porque eu não "to nem ai"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "to nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida

Sou classe média

Postado originalmente às 03:29 - 21/12/2009.



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21 de mai de 2010

Os desejos virulentos da antiga imprensa brasileira

Lula e Ahmadinejad

Nas horas seguintes aos primeiros anúncios do acordo com o Irã, começaram a surgir vozes e textos tentando diminuir ou simplesmente desqualificar o feito alcançado. A pressa era compreensível. Dias antes, o pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, havia dito durante uma entrevista em Porto Alegre, que jamais receberia ou se reuniria, caso fosse eleito, com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. A diferença de horizonte expõe o tamanho, a qualidade da visão e o compromisso de quem fala. Mas, se a visão é curta, por um lado, é crescentemente virulenta, por outro. E o grau dessa virulência parece ser proporcional aos acertos do governo brasileiro.

Editorial - Carta Maior

Esta semana reforçou a percepção de que a chamada grande imprensa brasileira – ou antiga imprensa, como afirma, entre outros, o cineasta Jorge Furtado – está não apenas desempenhando o papel de uma “oposição fragilizada”, mas também defendendo, sem mediações ou sutilezas, os interesses da política externa dos Estados Unidos. Estariam fragilizados também estes interesses? Em um certo sentido, sim. A iniciativa do governo brasileiro, em conjunto com o governo da Turquia, de buscar uma solução negociada para a crise nuclear envolvendo o Irã mostrou que é possível outro caminho do que aquele das “guerras preventivas”, dos “bombardeios cirúrgicos”, do “choque e do pavor”. O presidente Lula, representando o Estado brasileiro, fez um movimento ousado e corajoso. E acertou em cheio.

Nas horas seguintes aos primeiros anúncios do acordo, começaram a surgir vozes e textos tentando diminuir ou simplesmente desqualificar o feito alcançado. A pressa é compreensível. Dias antes, o pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, havia dito durante uma entrevista em Porto Alegre, que jamais receberia ou se reuniria, caso fosse eleito, com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Além da postura submissa às ordens que o Departamento de Estado norte-americano ainda insiste em querer ditar ao mundo, a declaração de Serra mostrou a pequenez do horizonte de visão do postulante ao cargo mais importante da República brasileira e um dos mais importantes hoje para todos os países que apostam na desmilitarização da agenda política das nações.

Ao caminhar na direção oposta daquela defendida por Serra, Lula mostrou coragem pessoal, ousadia estratégica e, acima de tudo, compromisso com a construção de um mundo onde os conflitos e diferenças sejam resolvidos através da conversa e das negociações – que podem, sim, muitas vezes, ser exaustivas e mesmo pouco frutíferas no curto prazo – ao invés da solução eficiente da morte e da destruição. Eficiente para quê? – cabe perguntar. Não certamente para a vida de milhões de pessoas que pode ser salva em função de uma dessas conversas complicadas que algumas pessoas preferem não ter. A omissão e a covardia andam de mãos dadas com a impossibilidade de se dizer abertamente o que se está pensando.

Isso ficou muito claro no discurso de vários articulistas da imprensa nacional, preocupados em desdobrar a fala de Serra. Na verdade, a crítica principal dirigida a Lula era a crítica à iniciativa de ir conversar com Ahmadinejad. Como assim? Quem esse sujeito (o presidente da República, no caso) pensa que é? Quem o Brasil pensa que é? Não foi por acaso que a repercussão do acordo na imprensa internacional foi maior e mais positivo do que no Brasil. A diferença de horizonte só expõe o tamanho, a qualidade da visão e o compromisso de quem fala. Mas, se a visão é curta, por um lado, é crescentemente virulenta, por outro. E o grau dessa virulência parece ser proporcional aos acertos do governo brasileiro. Dois dias após o anúncio do acordo, o jornal Zero Hora comemorava com um destaque de capa: “EUA atropelam acordo de Lula”. O desejo virulento do atropelamento pelo menos foi transparente quanto ao alvo: o Lula. É disso que se trata.

Há outros pressupostos neste discurso de submissão a um passado recente quando o Brasil e a América Latina sabiam qual era o seu lugar. E aí, mais uma vez, a antiga imprensa tenta socorrer as palavras de suas referências políticas. Quando Serra qualificou o Mercosul como uma “farsa” e defendeu a adoção de acordos de livre comércio, retomando a já esquecida agenda da ALCA, estava simplesmente repetindo a agenda de seu partido que integra o campo conservador brasileiro: a prioridade não é a integração regional, é o livre comércio e o salve-se quem puder; a prioridade não é a construção de laços de solidariedade e de complementaridade entre os povos e as nações, mas sim a Lei do Gérson, tentar levar vantagem em tudo; a prioridade não é colocar a economia a serviço da vida, especialmente a vida de milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza, mas sim flexibilizar, promover “choques de gestão”, deixar os mercados livres.

Não deixa de ser ilustrativa a associação cínica da palavra liberdade aos mercados, neste momento em que a Grécia e outros países da Europa (sempre apontada como referência de modernidade e civilização) são obrigados a tomar o remédio amargo, ineficaz e criminoso do Fundo Monetário Internacional. Não por acaso, muitos dos defensores dessa receita criticam também a iniciativa diplomática do governo brasileiro. A matriz de pensamento é a mesma, tem nome, sobrenome, endereço e tipificação do ponto de vista penal. O que está acontecendo com a Grécia agora deixa isso claro.

Em 2007, as já tristemente famosas agências classificadoras de risco elevaram às nuvens a cotação de “papéis” que mais tarde se revelaram títulos podres. Os governos foram chamados a socorrer bancos e outras instituições financeiras privadas que trabalhavam com esses papéis tão bem avaliados. Bilhões de dólares que supostamente não existem quando se fala da necessidade de investir em saúde e educação, surgiram do dia para a noite para o socorro bancário. Muitos dos socorridos dizem agora que o Banco Central europeu não pode emprestar aos Estados. Afinal, ele emprestou aos bancos valores colossais a juros baixos durante o auge da crise financeira. E este dinheiro serve agora para que esses bancos emprestem aos Estados, com juros bem maiores...Um negócio simples, lucrativo e criminoso. E, atualizando uma velha máxima, muito menos arriscado do que assaltar um banco.



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O bom debate sobre as Eleições 2010 (IV)


Por Fábio Rodrigues

Com a aprovação do projeto Ficha Limpa a sociedade ganha uma sensação que a classe política caminha para uma faxina moral. Tantos foram os escândalos e falcatruas nos poderes executivos e legislativos nesses dois últimos anos, que essa mobilização toda dos parlamentares para aprovar essa lei de forma urgente cheira como uma manobra para amenizar os prejuízos eleitorais que muitos acumulararam.

Algumas perguntas precisam ser feitas, tipo: Algum parlamentar seria capaz de aprovar uma lei que não permitisse sua reeleição? Quantos que tentarão a reeleição serão atingidos por essa lei? Os parlamentares ainda acreditam que o povo é um bando de otário e que não estão nem aí para as eleições desse ano?

Respondidas essas indagações acima, podemos ver que muita coisa ainda precisa ser feita. Todo cidadão tem o direito de cobrar mais moralidade dos agentes públicos, e o melhor, tem a opção de demitir (não renovar o mandato) qualquer parlamentar no dia 3 de outubro próximo.

O Ficha Limpa foi um passo importante, mas não deve ser o único e nem o mais o importante. Precisamos retomar assuntos polêmicos que tornam as campanhas eleitorais um verdadeiro balcão de negociatas. Um deles é o financiamento, em sua grande maioria milionários! Quais empresas bancam ($$$) os parlamentares e qual o retorno que elas exigem? Devemos ter o financiamento exclusivamente público? Qual parlamentar declara todo dinheiro arrecadado (caixa 2)?

Outro tema é a compra de votos disfarçada de boca de urna ou de fiscal de partido. Como os TREs irão coibir essa ação vergonhosa? O vereador de João Pessoa Tavinho Santos lançou uma ideia de colocar a Polícia Federal infiltrada nas comunidades se passando de eleitor para pegar a fraude de compra de votos. O interessante é que essa prática imoral termina tornando-se uma ação comum entre os candidatos, ninguém denuncia ninguém e fica um oba-oba geral.

Fiquemos de olho nos políticos picaretas em nossos estados, eles já estão se aproximando novamente da civilização comum. Com certeza o óleo de peroba vai faltar no supermercado. Questionem eles do financiamento e da boca de urna! Caso queiram incluir outros tópicos para serem perguntados aos parlamentares sugiram nos comentários.



Postagem relacionada: "O bom debate sobre as Eleições 2010 (III)", clique aqui.



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Ficha Limpa e as brechas!




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20 de mai de 2010

Dilma assume compromisso com regulamentação dos investimentos públicos em saúde


A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, participou ontem da XII Marcha dos Prefeitos, em Brasília, e respondeu a nove questões elaboradas pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A petista assumiu o compromisso de regulamentar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 29, que regulamenta os investimentos públicos na área da saúde.

Ela alertou aos prefeitos sobre a questão do dinheiro a ser repartido com o petróleo do pré-sal. Segundo Dilma, a maior parte dos recursos virá do Fundo Social e não da distribuição de royalties e participação especial que está em discussão no Congresso Nacional. Dilma lembrou que, durante o governo Lula, os municípios viram aumentar suas arrecadações e foram tratados de forma republicana. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ressaltou ela, demonstrou a capacidade da gestão petista de trabalhar em parceria com as prefeituras.

Ouça a reportagem sobre encontro com prefeitos, clique aqui.

Assista à reportagem, clique aqui.

Veja a posição de Dilma sobre os questionamentos dos prefeitos:

Desonerações tributárias na crise de 2008

Quando o governo do presidente Lula começou, o bolo tributário era de 13% para os municípios e hoje é de 19%. Acho que a crise [internacional do final de 2008] trouxe uma medida compensatória para as prefeituras que perderam com a arrecadação menor de impostos. Eu sou contra fazer bondade com o chapéu alheio e sou a favor de diálogo. E diálogo não se faz com cães e polícia contra os prefeitos, como no passado. Temos de discutir esse equilíbrio de despesas e receitas. Se tem um governo que não quis perda para os municípios é o governo Lula.

Programas federais nas cidades

Se tem um governo que fez programas sociais é o governo Lula. O Bolsa Família não seria o melhor programa de transferência de renda do mundo sem parceria com prefeitos. É inequívoco que os prefeitos tiveram ganhos, porque nos momentos de crise as pessoas perdiam o emprego e iam à casa deles para pedir compensação, cesta básica. Temos o Programa de Aquisição de Alimentos e a melhoria da verba para a alimentação escolar que passou de R$ 0,09 para R$ 0,30 centavos. É fundamental consolidar os programas sociais numa lei para que não signifiquem um prejuízo aos municípios e uma ausência das políticas.

Recursos para a saúde

Assumo o compromisso de lutar pela Emenda 29, sobretudo considerando os princípios de universalização, equidade e melhoria na qualidade da saúde. Mas não sou pessoa que se presta à demagogia em questões relevantes na saúde. Houve perda de R$ 40 bilhões quando a CPMF foi extinta, mas sabemos que para cada despesa precisa de uma receita. O país entrou em trajetória de crescimento, e a arrecadação de impostos cresce. O que tem por trás do meu compromisso é que entramos em uma nova era de prosperidade e podemos sim ter recursos suficientes para saúde de melhor qualidade. Mas temos de melhorar a gestão na área da saúde, integrar mais os programas e melhorar os serviços. Essa é uma questão de dinheiro, gestão e respeito com a população.

Crianças em creches

Uma das maiores prioridades nos próximos anos é a questão das creches. É a forma de atacar na raiz a desigualdade, para as mães terem certeza de que filhos estão bem enquanto vão ao trabalho. Crianças com até cinco anos de idade que têm acesso a bens culturais, higiene e educação chegam em condições muito melhores ao primeiro ano, para a alfabetização. No Brasil, há diferenças de oportunidade fortes. Se queremos ser um país desenvolvido na próxima década temos de fazer creches com qualidade e isso significa gasto de custeio. É uma prioridade que pode salvar uma geração. O custo dela não é de maneira alguma estarrecedor para que um país como o nosso não possa fazer.

Pisos salariais

Um país que se respeita tem de respeitar seus professores. Nós seremos julgados por algumas coisas, entre elas por transformar nossa educação em educação de qualidade. Temos de ter melhores salários e formação continuada. É esse o objetivo do governo Lula. Existem prefeituras que não tem como fazer face ao salário mínimo e ao piso do magistério. Mas isso não pode ser entrave para os próximos passos. Se não houvesse aumento do salário mínimo, o Brasil não estaria crescendo como está. Municípios, estados e União devem se esforçar para dar conta dessa questão.

Dinheiro do petróleo

A riqueza do petróleo, e principalmente essa do pré-sal, é de toda a nação e de todos os municípios brasileiros. Por isso, propomos ao Congresso Nacional a mudança para o sistema de partilha. A receita e a renda do petróleo não estão no royalty ou na participação especial. Elas estão lá no fundo do mar. Essa renda é a grande riqueza do petróleo que propusemos para um Fundo Social de todos os municípios, destinado à educação, erradicação da pobreza, inovação tecnológica, meio ambiente e cultura. A grande questão de recursos está na partilha. Aí está nosso passaporte para o futuro. Não estou desfazendo dos royalties e acho também que vocês devem brigar pelos royalties da mineração que é uma falha da nossa Constituição.

Contas das prefeituras

Me sensibilizo com a situação dos municípios porque fui secretária de Fazenda de Porto Alegre. Sou a favor do encontro de contas, porque é uma forma racional quando se tem dívida das duas partes. O governo Lula deu alguns passos nessa direção. A Receita Federal analisou as dívidas dos municípios e baixou R$ 1 bilhão. Então, considero que a consolidação desses débitos deve ocorrer o mais rápido possível, porque saímos daquela fase. Precisa ser uma saída definitiva, em que a escassez de recursos era tanta que qualquer ação para não pagar era válida.

Desastres naturais

O governo federal não tinha investido de forma significativa em área de encostas ou margens de rios. Começamos a dar atenção a isso no Minha Casa, Minha Vida e no PAC Habitação. Acredito que essa seja uma questão gravíssima, e a Defesa Civil ampliou seus recursos para R$ 1,7 bilhão. Acompanhei algumas calamidades e a morosidade dos repasses que só ocorrem por convênio. Para liberar o dinheiro, era preciso cumprir uma ritual de 14 documentos que simplificamos para cinco. Vamos ter de trabalhar com a figura da doação, sem a qual não fazemos face à situação critica.

Fundo nacional municipal

Queria deixar claro que essa época do prefeito com pires na mão deve ser enterrada definitivamente. Temos de respeitar as leis, e os deputados e senadores têm direito a emendas no Orçamento da União. É preciso construir um banco de projetos que beneficiassem os prefeitos e estivessem de acordo com os deputados.


Ouça a reportagem: Dilma defende fortalecimento da parceria com os prefeitos, clique aqui.

Fonte: DilmanaWeb.com.br



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PT: O partido mais querido do Brasil, de goleada!


Pesquisa Vox Populi - Maio 2010

Você tem simpatia por algum partido político? (Se sim) Qual?

PT - 16%
PMDB - 4%
PSDB - 4%
PDT - 1%
DEM (ex-PFL) - 1%
PV - 1%
PSB - 1%
Outros partidos - 2%
Nenhum - 71%



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19 de mai de 2010

Direto do Twitter (II)


1 - "Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam" - Platão.

2 - RT oceguinho Já pensou se o povo tivesse pela politica o mesmo amor que tem pelo futebol? Esses sacanas de Brasília com certeza não estariam lá!

3 - O blog @mulheres_dilma (www.MulherescomDilma.com.br) acaba de postar que indica nosso @BlogdoFabioR no seu Blogroll. Obrigado companheir@s.

4 - Risco Brasil era 2.700 pontos no Governo PSDB/FHC, este mês 171 pontos no Governo PT/Lula. Uma conquista do povo brasileiro. Avante Dilma!

5 - A militância, simpatizantes e apoiadores da @Dilmabr precisa trabalhar muito na internet e nas ruas. Avante! www.BlogdoFabioRodrigues.com.br


Postagem relacionada: "Direto do Twitter", clique aqui.



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Polícia Federal recebe acusação contra senador Efraim Morais (DEM-PB)

Efraim Morais (DEM-PB)


Parlamentar do DEM-PB é suspeito de contratar funcionários fantasmas. Irmãs recebiam R$ 100, mas folha do parlamentar aponta R$ 3,8 mil.

Do Jornal Nacional - G1

O senador Efraim Morais (DEM-PB) foi denunciado à Polícia Federal por suspeita de contratação de funcionários fantasmas. A acusação, feitas por duas jovens de Brasília, também já chegou à Presidência do Senado. O senador não quis conversar com a reportagem do Jornal Nacional sobre o assunto.

A denúncia foi feita pelas irmãs Kelriany e Kelly Nascimento da Silva. Ambas não tinham emprego fixo, mas recebiam o que acreditavam ser uma bolsa de estudos de R$ 100 que duas amigas teriam conseguido junto à Universidade de Brasília (UnB). Para isso, elas assinaram procurações que iriam para a universidade.

“Ela pediu nossos documentos, autorização para abrir conta no banco e depois ela falou que ia passar o número da conta e o cartão para gente, para podermos estar recebendo esse auxílio. Aí o tempo foi passando, e elas traziam pra gente até em casa a quantia” contou Kelriany.



A descoberta foi feita no mês passado, quando Kelriany conseguiu um emprego e foi ao banco abrir uma conta. Só neste dia a estudante descobriu que ela e a irmã já tinham contas correntes, e estavam empregadas no gabinete do senador Efraim Moraes (DEM-PB). O salário de cada uma das irmã era de R$ 3,8 mil.

Nunca imaginei que eu poderia ser uma funcionária fantasma. Nunca me passou pela cabeça”, disse Kelly.

Nos documentos que entregaram à Polícia Civil, as irmãs aparecem na relação de funcionários do gabinete do senador. Uma das amigas que pediu a procuração é Mônica da Conceição Bicalho, que trabalha para o senador. O parlamentar não quis conversar com a equipe do Jornal Nacional. Mônica declarou que as duas irmãs prestavam serviço ao gabinete, e que o senador não tinham conhecimento das irregularidades.

Em 2008, ele teve de demitir seus parentes do gabinete devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao nepotismo. No mesmo ano, surgiram denúncias de que ele estaria envolvido com fraudes nas licitações do Senado para contratação de empresas terceirizadas. O parlamentar acabou inocentado na investigação da Corregedoria da Casa.



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18 de mai de 2010

A campanha Globo-Serra



Por Marcelo Salles, no Fazendo Media

A campanha da TV Globo para o seu candidato do coração, José Serra, merece atenção especial ainda que já tenha sido retirada de circulação. Para quem não viu, um resumo: a pretexto de comemorar seus 45 anos de vida, um vídeo de trinta segundos reúne os principais “astros” da emissora que, com frases curtas, enviam uma mensagem na linha de “o Brasil pode mais”, slogan da campanha serrista, cuja legenda é a de número 45. “Muito mais vontade de querer ainda mais qualidade” e “é por você que a gente faz sempre mais”, dizem os “artistas” e “jornalistas” da empresa. Reparem a ênfase no “mais”, a que Serra tem se prendido para convencer os brasileiros de que é o “Pós-Lula”. No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=qTf0SYnNMNk.

A Globo iniciou as transmissões, de fato, há 45 anos, no glorioso ano de 1965. Ou seja, apenas um ano depois do golpe de Estado que, sob a batuta da CIA, seqüestrou, torturou e assassinou milhares de brasileiros. A Globo apoiou a ditadura e foi apoiada por ela. Daí Armando Falcão, um dos ministro da Justiça da época, ter dito no documentário “Muito Além do Cidadão Kane”: “Roberto Marinho foi revolucionário de primeira hora”.

No entanto, vale ressaltar, em nome da História, que os primeiros dois contratos entre Roberto Marinho e o grupo Time Life foram assinados em 1962, em Nova York, segundo registra Daniel Herz no livro “A história secreta da Rede Globo”. No papel, a emissora tem, portanto, 48 anos.

Voltando à peça publicitária em favor de José Serra: o PT enxergou o óbvio e exigiu a retirada da campanha do ar. Foi atendido. Só que essa história não pode terminar aqui. Esse fato é extremamente grave e vai além, muito além, do uso de uma concessão pública para fins privados. Também vai além do uso de uma concessão pública em favor de um grupo político neoliberal que, em última análise, defende a exploração do povo brasileiro e legitima o assalto às riquezas do país.

A peça publicitária da TV Globo é uma poderosa arma simbólica, que só pôde ser percebida como tal porque contém elementos passíveis de serem relacionados à campanha de José Serra: o ano eleitoral, o número 45 e a repetição da palavra “mais”. Por isso, ela rompeu a fina barreira entre a programação regular da emissora e aquela destinada ao “horário eleitoral gratuito”, invariavelmente anunciado com fado por apresentadores de telejornal.

Agora, quem luta pela democracia no Brasil não pode achar que essa história termina aqui. E nem acreditar que essa batalha foi vencida só porque a peça Globo-Serra foi retirada do ar. O que devemos fazer é avançar. A esquerda, como um todo, deve compreender a importância das disputas simbólicas, entendendo, por exemplo, que toda a programação das emissoras comerciais está repleta de mensagens a serviço do projeto neoliberal: autoritarismo, egoísmo, individualismo, racismo, preconceitos, segregacionismo, consumismo, medo, Estado fraco. O sistema capitalista nunca é questionado – para as corporações de mídia, é como se não existisse outra maneira de organizar a vida.

Esse enfrentamento não pode ocorrer apenas nos períodos eleitorais. A mídia é, hoje, a instituição com maior poder de produzir e reproduzir subjetividades. Ou seja, a mídia é essencial para determinar formas de sentir, pensar, agir e viver tanto de indivíduos quanto de instituições. Se queremos formar uma sociedade democrática, todo o sistema midiático deve ser reformulado. E esta é uma batalha de todos os dias.



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17 de mai de 2010

17 de Maio - Dia Internacional de Combate à Homofobia.


Diários de (in)visíveis

Por Ana Braga, no Diário de Pernambuco

Diários são como confessionários. Feitos no papel ou nos blogs da internet, testemunham desabafos, choros e risos, desafetos e amores, dúvidas e medos. São suportes de histórias particulares. Únicas e especiais em cada detalhe. A pedido da reportagem, oito alunos de escolas públicas e particulares da Região Metropolitana do Recife redigiram diários individuais, durante a última semana. Nesse curto espaço de tempo, sete garotos e uma garota, com idades entre 15 e 20 anos, deram uma amostra do que vivem. São relatos sobre preconceito, desamparo, violência e luta por direitos. Mas eles redigiram seus próprios diários, sem intermediários a perguntar 'quem, como, quando, onde e por que', e permitiram a publicação. Foram porta-vozes dos próprios sentimentos, como poucas vezes na vida.

Um jovem homossexual que, na sala de aula, isola-se dos colegas, para se proteger de piadas e xingamentos, é também impedido violentamente de exercer o direito fundamental à educação. A mesma privação têm os garotos gays discriminados por professores, citados em recadinhos jocosos em porta de banheiro e "convidados" a deixarem o colégio por diretores. Pode parecer assunto batido, discurso oportunista às vésperas do Dia Internacional de Combate à Homofobia (17 de maio), mas, no ambiente escolar, o preconceito contra jovens cuja sexualidade é vivida com pessoas do mesmo sexo está produzindo efeitos devastadores. Prejuízos que não se mede apenas por notas ou conceitos. São danos que o medo torna invisíveis, mas revelam a sua força, cedo ou tarde - em alguns casos, tarde demais.

Os oito diários utilizados nessa reportagem são apenas uma amostra de que o preconceito existe e é prejudicial à educação, cidadania e outros direitos essenciais dos jovens. Os cadernos contém histórias íntimas, dúvidas existenciais, desabafos, pedidos de ajuda e gritos de socorro. Histórias pertencentes não apenas aos seus autores, mas que envolvem a comunidade escolar (demais alunos, professores e gestores) e família. "Homofobia é um problema de todos. O índice de travestis analfabetos, por exemplo, chega a 90%. Quem acha que não tem nada a ver com o isso está cego", observa o educador do Instituto Papai, Thiago Rocha.

Hugo (nome fictício), de 17 anos, voltou a frequentar a escola sem o peso da acusação, defendida pelo próprio gestor da unidade, que o jovem teria sido flagrado no telhado, fazendo sexo com outro colega. "Ele (o gestor) queria ou me botar à noite ou me tirar da escola. Quando alguma coisa acontece, todo mundo diz os gays são culpados", escreveu o garoto, que, na última quinta-feira, comemorava o fato dos seus responsáveis terem resolvido o mal-estar junto à autoridade escolar.

Quando a escola, ao invés de formar para a cidadania, consente e, pior, estimula a homofobia, o preconceito ganha contornos institucionais. A pedagogia passa a ser do insulto e da violência. "Muitos colegas, professores e gestores usam os discursos do essencialismo biológico e do fundamentalismo religioso, para colocar os jovens gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transsexuais à margem. O que ameaça o modelo considerado ideal, a heteronormatividade, é combatido", observa o doutor em sociologia e pesquisador do Instituto Nacional de Estudos de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, vinculado ao Ministério da Educação, Rogério Diniz Junqueira.

O impacto do preconceito sobre cada jovem não é medido apenas pelo rendimento escolar. Aliás, avaliar assim as consequências da homofobia pode ser uma cilada. "Se o garoto ou garota gay tem boas notas ou conceitos, recebe uma espécie de salvo-conduto dos colegas heterossexuais e professores. Se o rendimento é ruim, o insucesso é logo justificado como sinal de equívoco do seu defeito homossexual. Algo do tipo 'só podia ser gay mesmo'", destaca o pesquisador.

"Jovens homossexuais sentem o preconceito de maneiras distintas, mas sentem. Algumas situações são tão delicadas, violentas e vulneradoras, que provocam reações difíceis de reverter. É quando, por exemplo, a vítima internaliza a discriminção e passa a se negar, se culpar, ter aversão de si mesmo", avalia o pesquisador. "E a consequência pode ser fatal", completa. As entrelinhas do acadêmico são traduzidas no diário escrito por Carlos Sulyvan (de camisa vermelha), de 17 anos: "Homofobia dói, machuca e mata".

O professor de ensino médio e integrante do grupo LGBT do Movimento Negro Unificado em Pernambuco, Carlos Tomaz, faz uma espécie de autocrítica: "a escola ainda não está preparada para ver que somos iguais em direitos, mas diferentes enquanto pessoas humanas. Gestores costumam dizer que, do portão para dentro da escola, todo mundo é igual, sem se perceberem que essa igualdade é diferente, sejam homossexuais, negros, deficientes ou idosos".


Matérias relacionadas: "Os extremos da (in)visibilidade", clique aqui.
"Educação com vista para uma revolução", clique aqui.
"O que a lousa não revela", clique aqui.
"Onde buscar auxílio", clique aqui.



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16 de mai de 2010

Museu da Corrupção on-line



A corrupção como nunca se viu

O Diário do Comércio inaugura o Museu da Corrupção on-line (http://www.dcomercio.com.br/muco/home.htm), para dar aos seus leitores uma medida referencial do que acontece de vergonhoso nos bastidores de todas as esferas de poder.

Por Luiz Octavio de Lima, no Museu da Corrupção

No dia em que se comemoram os 509 anos do descobrimento do Brasil e em que a farra das passagens aéreas no Congresso ganha as manchetes do noticiário, o Diário do Comércio inaugura o seu Museu da Corrupção on-line, um espaço de exibição e reflexão sobre os escândalos que marcaram a história do País. Num primeiro momento, o site vai tratar do período entre a década de 1970 e os dias atuais. A proposta, porém, é recuar década a década, século a século, até os tempos coloniais. Afinal, não seria exagero afirmar que a corrupção nasceu quase em seguida ao descobrimento.

Em meados do século XVI, na Bahia do primeiro governador-geral, Tomé de Souza, já se roubava muito, conforme atestam os relatos da época. O próprio Padre Antônio Vieira escreveu um sermão intitulado 'Sermão do Toma", no qual atacava as autoridades locais que desviavam verbas dos cofres públicos e "tomavam" propinas. No tempo de D. João VI, o tesoureiro Targini tinha fama de desonesto e de ter enriquecido no cargo. Dele disse o fundador do jornalismo brasileiro, Hipólito da Costa (1774-1823), que, "sem outros bens mais que o seu minguado salário, tornara-se tesoureiro-mor do Erário, fora elevado a Barão de São Lourenço, em 1811, e era agora um homem riquíssimo, enquanto o erário se achava pobre".

E completou: "Se a habilidade de um indivíduo em aumentar suas riquezas fosse por si só bastante para qualificar alguém a ser administrador das finanças de um reino, sem dúvida Targini devia reputar-se um excelente financista". Temos, portanto, longa tradição neste ramo, e dedicar um "espaço cultural" ao vasto acervo existente sobre o tema é uma iniciativa que já chega com atraso.

Pensado como um trabalho em permanente construção, o Museu da Corrupção on-line, cuja pesquisa inicial é da jornalista Kássia Caldeira, dará destaque, em sua versão inaugural, aos 15 episódios mais rumorosos dos últimos anos no País. Entre eles, a Operação Satiagraha, a Máfia das Sanguessugas, o Escândalo do Mensalão, o caso do TRT de São Paulo (do juiz Nicolau "Lalau" dos Santos Neto), a Operação Anaconda e o incidente dos dólares na cueca. A cada um será destinada uma "sala" com um relato, imagens e uma lista de reportagens que mostram a repercussão na grande imprensa.

O usuário do site do DC poderá encontrar na área a relação completa dos escândalos ocorridos desde o início da década de 1970 e de grande parte das operações realizadas pela Polícia Federal no período.

Haverá uma seção com sugestões de links sobre o tema da corrupção e outra com publicações recomendadas sobre o assunto. Nos próximos meses, serão agregadas uma "sala" de charges, uma linha do tempo ilustrada e destaque para o escândalo do momento.

O tour pelo Museu termina na lojinha da "instituição", onde o visitante encontrará lembranças como camisetas, algemas, aparelhos de escuta, malas pretas e até propinas virtuais.

Está em estudo a criação de um Wiki por meio do qual os leitores poderão enviar informações e contribuições. Desde já, no entanto, eles poderão comentar o conteúdo pelo endereço museu@dcomercio.com.br .

Visite o site do Museu, clique aqui.


Postado originalmente às 15:10 - 02/06/2009.



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