19 de out de 2010

Pandora inesgotável: Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Agripino Maia (DEM-RN)?

Na mira da PF, os senadores
Agripino Maia (DEM-RN) e Sérgio Guerra (PSDB-PE).

Por Leandro Fortes, na Carta Capital

Em 27 de novembro de 2009, o delegado Wellington Soares Gonçalves, da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, deu uma batida no gabinete de Fábio Simão, então chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM. A ação, autorizada pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), fazia parte da Operação Caixa de Pandora, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal, responsável pela desarti-culação de uma quadrilha montada no governo local movida a corrupção pesada e farta distribuição de propinas.

Na sala de Simão, a equipe de policiais federais encontrou um CD com a seguinte inscrição: “Dist. De Dinh. Da Qualy, 8/10/2005”. Levado à perícia, o disco se revelaria um indício comprometedor contra dois dos principais líderes da oposição no Congresso Nacional, os senadores Agripino Maia, do DEM do Rio Grande do Norte, e Sérgio Guerra, do PSDB de Pernambuco. Guerra ocupa também a presidência nacional do partido e coordena a campanha de José Serra à Presidência.

Feita a análise pela Divisão de Contra-inteligência da PF, descobriu-se que o CD possuía um único e extenso arquivo de áudio e vídeo, de 42,4 megabytes, com 46 minutos e dois segundos de duração. Nele estava registrada a conversa entre um homem não identificado e uma mulher identificada apenas como Dominga.

A investigação dos federais revelou que Dominga era auxiliar de serviço -geral de uma companhia chamada Inteco, depois contratada pela Qualix Serviços Ambientais, empresa de coleta de lixo do Distrito Federal apontada como um dos sorvedouros de dinheiro público do esquema de corrupção do DEM em Brasília e parte de uma disputa política na qual se contrapõem Arruda e o também ex-governador Joaquim Roriz, do PSC. O chefe de Dominga era Eduardo Badra, então diretor da Qualix, para quem ela organizava a agenda, fazia depósitos bancários e “serviços particulares”. Na conversa com o amigo desconhecido, Dominga explicou que serviços eram esses.

O trabalho da secretária era o de, basicamente, telefonar para os beneficiários de um esquema de propinas montado na casa de Badra e, em seguida, organizar a distribuição do dinheiro. De acordo com as informações retiradas do CD apreendido no gabinete de Simão, as pessoas para quem Dominga mais ligava eram, justamente, Agripino Maia, Sérgio Guerra e Joaquim Roriz.


Clique aqui e leia essa reportagem completa na Carta Capital.


Clique aqui e acesse todas as postagens relacionadas ao Mensalão do DEM no Distrito Federal, José Arruda.


Postagens relacionadas: "Rebolation agora é Roubolation! - Enéas homenageia Arruda do DEM.", clique aqui.
"Olhem qual o bom exemplo para o PSDB!", clique aqui.
"Um Arruda que levanta o debate sobre corruptos e suas vergonhosas ilicitudes!", clique aqui.
"O DEM, ex-PFL, é corrupto?", clique aqui.
"Renovação política. Um ato de cidadania.", clique aqui.
"Políticos e os discursos vergonhosos", clique aqui.



Comente nossas postagens! Com problemas para comentar? (clique aqui)

Gostou desse assunto, envie para seus contatos.

Obrigado pela visita e esperamos sempre sua volta.

Site: http://www.BlogdoFabioRodrigues.com.br
Contato: FabioRodrigues@FabioRodrigues.com


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Clique no link "Postagem(ns) mais antiga(s)" (acima), para continuar lendo nosso blog. E a qualquer momento clique no link "Início" para voltar a página inicial.