21 de jun de 2010

Pernambuco: Revirando o passado

Raul e Jarbas

Fundarpe - Governistas reclamam por que ação contra Raul Henry nunca teve desfecho

Bem ao espírito da Copa, os deputados governistas estão longe de ficar na defensiva. A ideia é manter o controle do jogo e retomar estratégias ofensivas do passado. Depois de o Ministério Público Estadual anunciar, a pedidos da oposição, o nome de quatro promotores para investigar supostos desvios de recursos na Fundarpe, entre 2007 e 2010, oito deputados da base aliada decidiram reagir.

No fim de semana, divulgaram requerimento enviado ao procurador geral de Justiça, Paulo Varejão, onde perguntam por que até hoje o MPPE não se pronunciou sobre uma ação de improbidade movida em 2004 contra o então secretário de Cultura, Raul Henry (PMDB).

O documento governista tem a data de 9 de junho, mas só foi enviado a Varejão após o MPPE acatar o pedido de Augusto Coutinho (DEM) e Terezinha Nunes (PSDB), que querem uma investigação nas contas da Fundarpe desde que Luciana Azevedo está à frente da entidade.

O requerimento da base aliada tem a assinatura do presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa (PDT), de Sérgio Leite, Isaltino Nascimento e Tereza Leitão - todos do PT -, de Moisés Oliveira e João Fernando Coutinho (ambos do PSB), Izaías Régis (PTB) e Nelson Pereira (PCdoB). Segundo o texto, os aliados do governador Eduardo Campos (PSB) alegam que, em 14 de junho de 2004, quando eram oposição a Jarbas Vasconcelos (PMDB), protocolaram uma representação no MPPE, "com fartíssima documentação comprobatória" de improbidade contra o então secretário de Cultura, mas até hoje aguardam o desfecho do inquérito administrativo. No documento, os governistas omitem o nome de Raul Henry, mas confirmam em entrevista.

Segundo o líder do governo, Isaltino Nascimento, o que a base quer é igualdade de tratamento por parte do órgão fiscalizador. Elea se referiu ao fato de o MPPE ter indicado, de forma ágil, quatro promotores para investigar as denúncias feitas contra a Fundarpe de 2007 a 2010, mas não se pronunciar sobre uma antiga ação passado, assinada por 19 parlamentares, contra Raul. Há seis anos, na então gestão do Sistema Único de Cultura (SIC) do governo Jarbas, os deputados da oposição diziam haver documentos fiscais falsos, notas fiscais falsas e documentos inidôneos que haviam recebido certidão de regularidade. Havia denúncias de desvios de até R$ 20 milhões.

Fonte: Diário de Pernambuco


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