7 de jun de 2010

Pernambuco: Plano de enfrentamento ao crack vai implantar tratamento para dependentes


O aumento vertiginoso do uso de crack em Pernambuco, que segue uma tendência nacional, motivou o Governo do Estado a elaborar o Plano de Ações Sociais Integradas de Enfrentamento do Crack. O plano foi lançado na quarta-feira (26/05) pelo governador Eduardo Campos e prevê uma série de ações intersetoriais, que envolvem diversas secretarias de Estado.

Dentre as iniciativas, a atuação da Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) tem um papel fundamental: o de acolher e tratar usuários de álcool e outras drogas, com foco no uso do crack. Para isso, diversos serviços existentes serão ampliados, outros serão implantados e alguns municípios estratégicos receberão incentivos para melhorar a rede de atenção ao usuário de álcool e outras drogas. Serão investidos mais de R$ 15 milhões para a reestruturação da rede.

Segundo o assessor técnico da Gerência de Saúde Mental, Flávio Campos, na saúde, o plano prevê a construção de 15 Casas de Acolhimento Transitório, que estarão atreladas aos Centros de Apoio Psicossocial – Álcool e outras Drogas (CAPs-AD). “Essas casas acolherão pacientes em tratamento nos CAPs que necessitarem sair do local de residência ou do meio em que vive. As casas serão ambientes de reflexão, que poderão internar em logo prazo ou em períodos esporádicos, o que vai depender do paciente”, disse.

As Casas de Acolhimento Transitório foram inspiradas nas Casas do Meio do Caminho, mantidas pela prefeitura do Recife. O projeto é pioneiro e serviu como modelo, inclusive, para a elaboração de um plano nacional de enfretamento ao crack.

As Casas de Acolhimento Transitório serão instaladas em: Petrolina, Salgueiro, Arcoverde, Serra Talhada, Garanhuns, Limoeiro, Caruaru, Palmares, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Abreu e Lima, Camaragibe e Paulista. Segundo a assessora técnica de Álcool e Outras Drogas da Gerência de Saúde Mental, Melissa Azevedo, todos esses equipamentos terão um caráter regional, ou seja, atenderão pessoas de municípios circunvizinhos. “Eles foram escolhidos por possuir dispositivos já estruturados para a implantação do serviço, além de disporem de uma malha viária que facilita o seu acesso”, explicou.

Além das 15 Casas, também serão instalados 15 Centros de Apoio Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPs-AD) para funcionarem 24 horas por dia. Hoje, nenhum serviço de apoio a usuário de álcool e outras drogas funciona 24 horas. “Serão instalados também 15 CAPs do tipo 3, ou seja, que além de atender esse público são especializados em comorbidades. A SES já iniciou uma conversa com os municípios que abrigarão esses dispositivos, já que são eles que irão gerenciá-los, embora os recursos sejam do Ministério da Saúde e do Tesouro Estadual”, explicou Melissa. Existem atualmente, no Estado, 59 Centros de Apoio Psicossocial (CAPs).

A assessora técnica afirmou ainda que 35 municípios – ainda serão escolhidos através de seleção - vão firmar um convênio com a SES para que recebam, por CPAs, de todos os tipos, atendimento a usuário de álcool e outras drogas. “O Ministério da Saúde vai repassar de R$ 20 mil a R$ 40 mil para instalação e manutenção dos CAPs, já o Estado enviará mensalmente R$ 10 mil para a oferta do serviço. Com isso iremos ampliar a linha de cuidado para álcool e outras drogas”, disse. Melissa Azevedo afirmou que toda essa rede deverá estar estruturada em, no máximo, três meses.

O Plano também prevê ampliação dos leitos de desintoxicação existentes no Estado. Hoje, funcionam 192 leitos desse tipo, distribuídos no Hospital da Mirueira, em quatro serviços conveniados aos municípios de Timbaúba, Vitória de Santo Antão, Surubim e Olinda, no Centro Hospitalar Oscar Coutinho, no Recife. “Queremos instalar em 11 hospitais regionais, distribuídos em cada Gerência Regional de Saúde, leitos de desintoxicação. Serão, ao todo, 100, que tratarão de usuários de álcool e outras drogras, o que inclui o crack”, acrescentou.

Todas essas ações estarão atreladas aos equipamentos mantidos pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS). “Além do tratamento, nosso foco também será a prevenção. Por isso, os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) vão funcionar interligados aos CAPs. Enquanto os CAPs trabalharão questões voltadas à saúde dos usuários, os Cras atuarão ante as famílias. O objetivo é fazer com que o usuário não sejam vistos como marginais, mas como pessoas que precisam de tratamento”, disse.


Fonte: Governo de Pernambuco



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