21 de jan de 2010

Será que Sérgio Guerra (PSDB-PE) vai se reeleger senador?

Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Não gosta do PT, de Lula nem de Dilma!

Por Fábio Rodrigues

Pense numa tarefa difícil foi essa que o Senador pernambucano e Presidente Nacional do PSDB Sérgio Guerra assumiu. Ser a "bucha de canhão" na briga do PSDB com PT. Como o presidenciável Serra (PSDB-SP) não quer se "queimar" perante o eleitorado apaixonado por Lula (PT) passa a bola para o partido debater.

Ai que entra a pergunta: Será que Sérgio Guerra (PSDB-PE) vai se reeleger? Pois o estado onde Lula tem maior aprovação, Pernambuco, é também o domicílio eleitoral do senador. Ele vai ter que "bater" em Lula e Dilma (PT) para tentar alavancar o Serra (PSDB).

Nesse meio de campo está arriscando perder o mandato de senador e ainda não conseguir eleger seu candidato a presidente! Pois o povo pernambucano não está gostando nem um pouco dessa forma que Sérgio Guerra trata o PT, Lula e Dilma. Em certo momento da nota a imprensa ele disse o seguinte contra Dilma: "Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método". Utiliza a mesma tática que o senador Agripino Maia (DEM-RN) já utilizou e recebeu a devida resposta de Dilma no vídeo que segue:



Leiam abaixo a nota do PSDB e a resposta do PT:

Nota à imprensa do PSDB: Dilma mente

Ministra mentiu sobre currículo, mente sobre o PAC, mente sobre sua função

NOTA À IMPRENSA

Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.

Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.

Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.

A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.

Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos.

Senador Sérgio Guerra

Presidente Nacional do PSDB


Brasília, 20 janeiro de 2010

Fonte: Assessoria de Imprensa do PSDB Nacional

Nota grosseira contra Dilma revela desespero da oposição, afirmam Berzoini e Dutra

Leia abaixo nota divulgada nesta quinta-feira (21) por Ricardo Berzoini e José Eduardo Dutra - presidente atual do PT e presidente eleito -, em resposta aos ataques do PSDB à ministra Dilma Rousseff:

Em nota publicada na noite da última terça-feira (19), dizíamos que "torcemos para que o PSDB se encontre e produza um programa de governo, para que possamos ter um debate de alto nível neste ano eleitoral".

A nota divulgada ontem (20) pelo presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, mostrou que nossas esperanças eram infundadas. De forma desqualificada, vil, caluniosa e grosseira para com a Ministra Dilma Rousseff, o que merece repúdio de todos, a nota revela o desespero por que passa a oposição brasileira, incapaz de produzir um programa de governo que sensibilize os corações e as mentes dos brasileiros.

Até entendemos o desequilíbrio do senador Sérgio Guerra, que, recentemente, em entrevista à revista Veja, descuidou-se e revelou as verdadeiras intenções de seu partido em acabar com o PAC, o que deve ter lhe rendido severas reprimendas de seus pares.

No entanto, o que mais salta aos olhos é a hipocrisia do candidato de PSDB, José Serra, que ao mesmo tempo em que afirma estar “concentrado no trabalho” e que “não vai entrar nenhum bate-boca eleitoral de baixaria", usa o presidente do seu partido como um verdadeiro jagunço da política para divulgar uma nota daquele teor.

O PT reafirma que pretende fazer um debate de propostas e projetos, em alto nível, que permita ao povo brasileiro escolher o caminho mais adequado ao nosso país.

Ricardo Berzoini
Presidente Nacional do PT

José Eduardo Dutra
Presidente eleito do PT


Fonte: Portal PT


Matéria relacionada: "Lamentável, PSDB ataca Dilma com tática Agripino Maia", clique aqui.

Postagem relacionada: ""Mentir na tortura não é fácil". - Ministra Dilma",
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4 comentários:

  1. Sérgio Guerra não vai sair candidato a Senador, pois a derrota seria certa e humilhante. Ele vai ficar com a deputância federal mesmo.

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  2. Mateus,

    Já cogitou-se essa possibilidade de Guerra disputar uma vaga de Deputado Federal, talvez seja um opção para ele não perder o mandato legislativo.

    Mas nada confirmado, tendo a condição de releição do Senado como 1ª opção.

    Vamos acompanhar pra ver!

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  3. Se Sérgio Guerra tivesse ido pro Senado teria levado fumo assim como Marco Maciel levou. Ficou com a vaga de Deputado Federal mesmo. Seria até melhor para pernambuco, pois ele iria se aposentar da vida política, assim como Artur Virgílio, Tasso Jereissati, Cesar Maia, Mão Santa, Heraclito Fortes, Efraim Morais, e outros anti-Lula e anti-Dilma.

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  4. Ola Antonio,

    Vou escrever depois uma postagem sobre essa derrota dos Anti-Lula. Aqueles que outrora foram até raivosos, prometendo até surra no presidente.

    Abraço fraterno,

    Fábio Rodrigues.

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