14 de nov de 2009

Um caso para entender a mídia e José Serra

O desastre em São Paulo


Por Brizola Neto, no seu Blog

Terça-feira à noite, três raios caíram quase simultaneamente nas redes de transmissão de energia elétrica, segundo o ONS (clique aqui e acesse), órgão privado, formado por todas as empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia.

Ontem à noite, três dias depois, três vigas de concreto, usadas na construção do Rodoanel, caíram de 20 metros de altura sobre a pista da Rodovia Régis Bittencourt (foto acima), produzindo um cenário de bombardeio. Milagrosamente, apenas três pessoas saíram feridas, aparentemente sem maior gravidade.

No dia seguinte ao apagão, a imprensa e a direita vociferavam sobre a culpa do Governo e, especificamente, da pré-candidata Dilma Roussef.

Não se ouviu deles uma crítica ao Governador de São Paulo que, até agora, disse o óbvio: “houve uma falha”. Claro que houve uma falha, ora. Provavelmente, aliás, duas: de quem fez a obra e de quem a fiscalizava.

Óbvio que ninguém pode culpar o Governador Serra até que surja alguma evidência de que a fiscalização do Estado, que administra a obra através da Dersa, deixou de verificar a segurança do que fazia a empreiteira contratada para construir e instalar as vigas. Mas não houve, ao que parece, nenhuma razão fortuita para o desastre: as vigas já estavam instaladas há dias, não foi um cabo de guindaste que rompeu, nem raios caindo sobre elas.

Não é correto culpar, a priori, o Governo Serra por falta de segurança nas obras públicas, embora haja o antecedente da cratera do Metrô, este sim um acidente fatal, que sugou carros e pessoas há menos de dois anos.

Mas o Governador José Serra não hesitou, na quinta feira, em dizer que não podemos ter um sistema elétrico que tenha acidentes “por causa de raios e ventanias”. Deitou falação sobre como deveriam ser os investimentos, o controle e a fiscalização do setor elétrico. Está tudo lá, na página do PSDB, para quem quiser ver (clique aqui e acesse).

Enquanto Serra falava, as vigas do Rodoanel, responsabilidade de seu governo, iam se enfraquecendo para, um dia depois, caírem em cima de carros e de pessoas.

Imaginem se Dilma desse uma entrevista e dissesse: “não podemos ter viadutos cujas vigas caiam em cima das pessoas”. Seria ridículo, apelativo, desclassificante.

Mas José Serra pode dizer. Ele é um homem, sério, equilibrado e responsável, não é?



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