27 de out de 2009

Espertezas em Campanhas


Por Mauro Nunes*
para o Blog do Fábio Rodrigues

Habituamo-nos a, no cotidiano, ouvir acusações, denúncias e desmentidos. Muitos desmentidos, com propositais tendências à desqualificação de posturas e comportamentos de adversários políticos.

Na verdade, e a rigor, assiste-se a uma desqualificação da população que fez suas opções nas eleições, e certamente, está ansiosa por mudanças que reflitam em suas vidas.

É bem possível que nessas reflexões, eu esteja me valendo indevidamente do conceito de sociedade e povo. Como fazem alguns políticos em relação aos seus eleitores, quando em busca de espaços para expressar suas opiniões. Chorar suas mágoas e despejar rancores.

Contudo, o respeito pelos leitores e o saudável cacoete de consultor não me permite concluir este texto sem propostas objetivas.

A imprensa da tinta, da voz e da tela (TV e PC), repositório dos mais respeitados formadores de opinião, talvez premidos pela normose, tem oferecido guarida, em não poucos casos, além da conta, aos agentes políticos que nunca descem do palanque.

Além da imprensa, outros segmentos representativos da sociedade - professores, servidores públicos, lideranças políticas e empresariais, estudantes e profissionais liberais - precisam rever a sua percepção e o seu envolvimento nessas questões caracterizadamente de normose.

Reconhecidamente polêmica, porque pode atrair uma outra concepção conceituada como normose - que é o democratismo -, e com a convicção de que temos sido por demais tolerantes com ilicitudes e espertezas, arriscaria algumas reflexões e provocações:

(1) Atentar para as motivações quando da disseminação de opiniões com conteúdos que só ampliam a queda de braço entre os políticos. E que nada acrescentam ao debate civilizado. Não permitir que o hábito da queda de braço pelo poder a qualquer custo torne-se consenso;

(2) Promover encontros, em fórum de total isenção - como a API, OAB, Universidades - com formadores de opinião para que se estabeleça uma estratégia em busca da civilidade e da construção de propostas em torno do desenvolvimento sustentável do Município.

(3) Reservar espaços privilegiados aos formadores de opinião na imprensa da tinta, da voz e da tela (TV e PC) para, com a clareza de suas competências, elevar o nível dos debates e, nessa esteira, apresentar propostas de reconhecido significado para a sociedade.

A proposição é polêmica, além de atrevida. Mas, todos querem emprego, renda, educação, saúde, diminuição da pobreza, alimentos, água, mais civilidade no trato da coisa pública etc. São interesses comuns convergentes que estão claramente definidos.

Esteja atenta a sociedade: não devemos permitir que a esperteza de poucos crie uma cultura perversa que ultrapasse as fronteiras da civilidade e se transfira perigosamente como princípios formadores das posturas e atitudes futuras das atuais gerações.

Afinal, mesmo que atrevidamente, pensar na construção do futuro é pensar em um cenário de maior civilidade, integridade e honestidade para nossos filhos e netos. Filhos e netos dos formadores de opinião. Filhos e netos dos atores que compõem as diversas correntes políticas.

Planeta Terra, 20 de outubro de 2009
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*Consultor de Estratégias empresariais e governamentais. Facilitador de Cursos de Gestão Estratégica.
Contribuições aos Sistemas Sebrae Unimed e O Boticário. Professor universitário, Diretor de Estratégias do Sebrae Nacional. Co-autor do Plano de Prioridades para as MPEmpresas brasileiras. Membro do movimento que criou o Sistema Nordeste de Apoio às MPE. Missão propositva de políticas de apoio aos pequenos negócios em Angola. Fundador da Institução (NAI), uma das inspiradoras da criação do Sebrae.



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