25 de ago de 2009

"Solução é um banho de urna" - Governador Eduardo (PSB-PE)

Eduardo Campos (PSB-PE)

Eduardo diz que Senado está distante dos brasileiros e que o povo vai falar nas eleições de 2010

Por Andrea Pinheiro, no Diario de Pernambuco

Rio de Janeiro - As representações no Conselho de Ética ou a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), não resolverão a crise enfrentada pela Casa. Essa é a análise do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Segundo ele, o Senado está distante da pauta que está nas ruas, entre o povo brasileiro. "A solução dessa crise virá com um banho de urna, quando o povo falar nas eleições do próximo ano", destacou em entrevista, após participar do Café com Energia, evento promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo na capital fluminense.

O governador acredita que, "com cheiro de urna", o Senado pode voltar a ter um elo maior com a pauta da sociedade brasileira. Ele não defende que a Casa ganhe um novo modelo, porém, uma outra "institucionalidade". Eduardo avalia que o conservadorismo da classe política não acompanhou as mudanças no país, principalmente depois da popularização da internet - com todas as suas ferramentas de comunicação, como o Orkut e Twitter - e o consequente aumento do acesso à informação.

Dois terços dos senadores do Congresso Nacional, como lembrou Eduardo, foram eleitos em 2002. "O que era a internet no Brasil? Naquela época, 20% das pessoas estavam conectadas, metade do que temos hoje", ressaltou. Ele acrescentou que são mudanças muito rápidas se comparadas à jovem democracia brasileira.

"Por enquanto, os senadores falam, agridem a consciência e cidadania dos brasileiros, mas o povo vai falar", frisou Eduardo. O PSB, partido comandado pelo governador, não apoiou a candidatura de José Sarney à presidência do Senado e, sim, a do petista Tião Viana (AC). Este, por sua vez, também foi envolvido em escândalos, quando foi descoberto que a filha dele usou um telefone funcional do Senado durante viagem particular ao México.

Ontem, o PSB juntou-se ao PT, DEM, PSDB e PDT para pedir o afastamento de Sarney do Senado, em reunião no gabinete do senador pernambucano Sérgio Guerra (PSDB) - leia texto na página A3. Eduardo, no entanto, não quis comentar sobre uma possível renúncia de Sarney. "É um ato unilateral. Agora, o processo vai caminhar dentro das regras da Casa", disse, referindo-se às representações feitas no Conselho de Ética contra o presidente do Senado.

O governador viajou ontem do Rio de Janeiro para Brasília, onde deve manter diversos contatos políticos, além da agenda institucional. Ele está no Distrito Federal justamente na primeira semana de atividade do Congresso após o recesso parlamentar, quando as articulações entre os partidos ganharam força para tentar "derrubar" Sarney do cargo.

Postado originalmente às 18:13 - 05/08/2009.


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