15 de set de 2009

A lei seca e a cidadania que queremos


Por Fábio Rodrigues

Foi tema do Profissão Repórter da rede Globo no dia de ontem a lei seca na prática. Houve o relato de vários casos que vitimaram pessoas e um chama mais atenção, o caso do ex-Deputado Carli Filho (PSB-PR) (clique aqui e veja postagem relacionada).

Acreditem se quiser! O autor de uma barbaridade que retirou de forma precoce e chocante dois jovens de suas famílias e seus amigos ainda nem prestou depoimento na delegacia. Isso mesmo, nem o depoimento foi prestado.

Demonstra que essa lei não pegou e o Estado ainda é muito frágil para cobrar ideias muito boas, ideias que salvam vidas. Essa lei deveria ser chamada de Lei da Vida, Lei do Amor.

Cadê o Detran? Cadê as fiscalizações? Irão deixar mesmo a sociedade com a sensação de que é mais fácil falar com político fora de época de eleição que encontrar bafômetro na rua.

Vários shows acontecem, e tome birita, e nada de blitz! Barzinhos lotados, e nada de blitz! Farra geral, e nada de blitz! Mortes, impunidade, caos total.

Interessante foi ver alguns relatos dos entrevistados, como: "Estou pegando um taxi por que poupo a retenção de minha carteira de habilitação e a multa pesada". Vejam que em nenhum momento ele fala em poupar a VIDA dele, dos caronas e dos demais cidadãos que transitam em seu caminho. Como minha mãe falou recentemente: "A utilização de cinto de segurança só pegou devido às multas".

Não temos ainda em nossa sociedade o hábito de fazer o certo como opção de construção de uma sociedade verdadeira, quer estejamos na frente de alguém ou sozinhos. Ser verdadeiros consigo mesmo.

Qual referencial de cidadania nos queremos para nossa vida, nossos filhos, nossa família?

Postado originalmente às 01:00 - 17/06/2009.



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Um comentário:

  1. Posso até concordar com o enunciado de que "ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo". Mas não tenho dúvida de que ninguém tem o direito de virar um perigo ambulante e colocar em risco os outros usuários da via pública. Pergunto: qual a diferença da autoridade de trânsito exigir a sua carteira de habilitação (para verificar se você está habilitado ou se seu exame de saúde venceu), garantindo que o motorista tem condições de dirigir, e exigir o exame de dosagem alcoólica, para verificar, também, que você tem condições de dirigir? Nenhuma! E lhes diria que o exame de dosagem alcoólica é muito mais importante do que a habilitação uma vez que, alcoolizado, não dá para dirigir, com ou sem habilitação. Quem defende a não exigibilidade do exame de dosagem alcoólica defende a impunidade, a irresponsabilidade no trânsito. É contra a vida.

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