4 de abr de 2009

A participação coletiva.


Por Fábio Rodrigues

Você participa de algum grupo social que ajuda na diminuição da exclusão social?

Se sim, parabéns, continue nessa luta e chame novas pessoas para participar também. Se não, seria bom lembrar de sua cota de responsabilidade por tudo que acontece em nossa sociedade, tanto as coisas boas, quanto as ruins também.

Como querer uma sociedade melhor, com menos violência e mais paz se verificamos que alguns preferem a omissão. Preferem o discurso mais fácil: "deixa o governo fazer". Algumas ações necessitam da participação ativa da sociedade civil, só o Estado não é capaz de solucionar tudo.

E por falar em Estado, o que você tem no seu imaginário quando fala em Estado?

Lembre-se que o Estado é virtual enquanto instituição, o real são os funcionários que nele desempenha suas funcões. Isso quer dizer que não adianta dizer: "mas o Estado não cumpre sua responsabilidade". Pois quem não cumprem são as pessoas que nele estão. E essa pessoa pode ser eu, você, seu irmão, seu parente, seu vizinho, entre tantos e outros.

Mesma coisa quando se diz: "mas a sociedade não está nem aí". A expressão sociedade traz um ar generalista e deixa as vezes uma ideia de exclusão de quem fala, como não tivesse culpa também pelo caos social.

Enfim, nossa sociedade só será melhor quando tivermos em cada cidadão um espírito de responsabilidade coletiva e que a verdade e o amor sejam os pilares fundamentais para a paz.


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4 comentários:

  1. Oi Fábio. Gostei do texto. Apesar de sermos primos, não conhecia a fundo esse seu lado "pensador". Estou fazendo mestrado em Sociologia e tenho lido muitos textos interessantes, dos pensadores clássicos (Karl Marx, no momento), que tratam também da questão da desigualdade social.

    Para Marx, o problema deve ser solucionado a partir da distribuição igualitária dos meios de produção e não nas formas de distribuição das riquezas (como é o caso dos programas sociais do Governo Federal, que distribuem dinheiro, mas não se preocupam em gerar empregos para quem precisa. Muitas outras teorias de Marx são facilmente aplicáveis à realidade atual.

    Poderemos sempre trocar mais ideias sobre isso.

    um abraço

    Juliana Brito Rodrigues

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  2. Oi Juliana,

    Que bom sua participação por aqui. E um elogio de uma jornalista, agora mestranda de sociologia, só me traz mais alegria.

    É verdade. Crescemos e perdemos um pouco o referencial da atividade que os outros desempenham, inclusive até de pessoas próximas.

    Esse meu lado "pensador" aumentou decorrente de minha época de militância estudantil na UFPE, de militância sindical e também na área de segurança do trabalho.

    Tenho lido bastante, desde Marx, Platão, Aristóteles, Sérgio Buarque de Holanda, Frei Betto, Marilena Chaui, entre outros.

    Acredito que a solução seja mais que distribuir os meios de produção, precisa haver também distribuição de terra e de poder.

    Mas para que qualquer atitude transformadora prospere precisa haver uma participação ativa da sociedade.

    Espero sua volta por aqui sempre, beijos e saudades.

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  3. Agora sim, vi sua resposta!

    É que, na verdade, eu não lembrava em qual post eu havia comentado.

    Muito legal, sim, essa abertura para o debate.

    Hoje, inlcusive, apresentei, com uma colega, um seminário sobre o Manifesto do Partido Comunista. O texto é muito interessante, principalmente a primeira parte.

    Tem a ver com essa sua colocação: "Acredito que a solução seja mais que distribuir os meios de produção, precisa haver também distribuição de terra e de poder".

    A discussão na turma foi acirrada. Quase teve briga. Tem um grupo meio polêmico (assumidamente burguês) por lá.

    Beijos, primo :)
    Sempre que der eu apareço por aqui

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  4. Viu que publiquei prima.

    Quanto ao "Tem um grupo meio polêmico (assumidamente burguês)" deve ser parente do FHC, o sociólogo do Estado mínimo.

    Mas lidar com o contraditório é uma atividade legal, que nos leva a evolução. O importante é a manutenção do respeito e a vontade de aprender coisas novas.

    Beijos.

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